terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Brasil Racista


Hoje ouvi na rádio uma notícia que me deixou triste. O Brasil terá 50% das vagas em Universidades e Institutos Federais reservados para alunos de escolas públicas, negros e índios.
Para mim, é o atestado do racismo e da discriminação brasileira. Discriminação não se resolve criando diferenças mas, igualdades.
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2012/10/mec-publica-regulamentacao-da-lei-das-cotas-nas-universidades-federais.html
Quem sabe escolas públicas de qualidade para que eles possam competir com os filhos das classes A e B em igualdade de condições? Isso não! Dá trabalho, leva tempo...
Muito melhor é enfiar um monte de alunos sem base e que muitas vezes não sabem nem ler ou interpretar um texto nos bancos universitários.

Ah... mas tem solução para isso também! A notícia dizia que as instituições terão que dar aulas de reforço para esses alunos cotistas, garantindo que eles acompanhem o curso. Quem é professor aí levanta a mão! Um aluno sem base consegue pular etapas com algumas aulas de reforço? NÃO! As aulas de reforço deveriam ser oferecidas a TODOS que fazem uso do ensino fundamental e médio públicos para garantir a entrada nos cursos universitários.

De mais a mais, qual o documento que prova que um aluno é negro ou índio? No Brasil, segundo IBGE (2008) 56,2% da população brasileira se autodeclarou negro, pardo ou indígena (http://noticias.uol.com.br/especiais/pnad/ultnot/2009/09/18/ult6843u18.jhtm). O artigo científico abaixo constatou que, das pessoas autodeclaradas brancas em todo o país (os outros 43,8%), apenas 39% tinha marcadores de raça européia no DNA mitocondrial. Ou seja:
de cada 100 brasileiros,
43 dizem que são brancos
17 não apresentam marcadores de ancestrais africanos ou indígenas.

http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v12n2/05.pdf

Vamos disponibilizar nosso DNA para exame? Será que sou um desses 17?

E o repórter falou que o governo declara que o grande desafio é melhorar a qualidade do ensino médio... E o fundamental? É lá que o aluno aprende a ler, interpretar, escrever, fazer contas, raciocinar. Ou isso também não precisa para as universidades?

E para completar a salada mista, o currículo do ensino médio público vai ser adaptado ao ENEM porque tem muita matéria que é dada que não cai na prova. Oi? Alguém me corrija mas, não deveria ser ao contrário?

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6117745-EI8266,00-Mudanca+curricular+no+ensino+medio+divide+educadores+no+Brasil.html

Essa é a maravilhosa receita para se acabar com as universidades públicas, como já foi feito com as escolas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Decepção dói, mas passa!


Tem coisa que dói, e dói muito! Hoje estou assim, novamente sentindo uma dor daquelas. Acontece que as pessoas não percebem que nos causam essas dores e isso parece-me o que causa mais dor.
Faço sempre um exercício que aprendi muito cedo: colocar-me no lugar do outro. Muitas pessoas dizem fazer o mesmo mas costumam dizer: mas se eu fosse ela, não teria feito assim, teria feito assado!
Isso não é colocar-se no lugar do outro. O que procuro fazer (embora não seja fácil) é imaginar os motivos que levaram as pessoas a tomar aquele caminho. Constantemente me relembro de que uma história sempre tem dois lados e que, quase sempre, os dois estão certos. Nunca tomo partidos em separações de casais, brigas de amigos, etc. Afinal, como diz a música “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
A minha dor é essa. Às vezes sinto que as pessoas, embora queiram que eu as entenda, não fazem o menor esforço para me entender. As atitudes são interpretadas, ações julgadas, a ré condenada. Só fica faltando comunicar a sentença. Pois, por favor me comuniquem pois é complicado andar por aí sem tomar conhecimento de um mandato de prisão. A defesa parece ao mesmo tempo desnecessária (uma vez que ninguém a procura) e inútil, visto que todos parecem já ter certeza de minha culpabilidade.
Espero que ninguém vista a carapuça. Este post não tem por objetivo dar indiretas, alfinetar ninguém ou expurgar raiva. Na verdade, seu propósito é reflexivo mesmo. Já aconteceu na minha própria família. Em algum momento preciso de ajuda e ninguém pode ajudar pois todos têm suas devidas vidas e compromissos. Aí, quando elogio os outros, que largaram tudo para me estender a mão, sou a mal-educada, a “difícil”. Vem cá, falei de você, por acaso?
Essa semana, outra vez, levei outro golpe. Mais uma vez, de onde menos esperava. Engraçado que cada um faz o que tem vontade. Nunca me ofendi com nada e nem vem ao caso citar cada situação já que o blog não é para isso, porque sempre procurei entender os motivos das pessoas e preservar o direito delas de gostar ou não de mim.

Mas fico triste em saber que muita gente nunca quis me conhecer de verdade. Gente que convive comigo há muitos anos e tem definições completamente equivocadas a meu respeito.

Aí, fico pensando se vale a pena conversar, tentar explicar, desfazer o mal-entendido. Será que alguém que já se encontra convencido de que sou mau-caráter tipo Carminha vai mudar de ideia só porque eu disse que não é desse jeito? Será que quem teve tantos anos e chances para me conhecer (alguns, a vida toda), vai agora se abrir de verdade?

Realmente não sei. A impressão que tenho é que todas as vezes que relaxo, tenho uma adaga cravada em minhas costas. As pessoas dizem fazer as coisas por amor mas, que amor é esse cheio de condições? Se você não faz o que eu acho certo, tá cortado! As pessoas falam em Cristo, em Deus, oram todos os dias mas, esquecem de prestar atenção no que diz a oração:

Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido

Queridos amigos (ou não), não pensem que estou depressiva ou sofrendo, ou com raiva. Dói sim mas, minhas dores eu curo cantando aos berros dentro do carro e chorando quando ela transborda. Em poucos dias, tudo volta ao normal, ou quase. Mas uma coisa é certa: a vida é um manancial de bençãos, com alguns probleminhas salpicados no meio. Depois de tudo isso processado, vou achar uma solução.

Vou terminar com a música O Mundo, do Capital Inicial, que descreve bem o momento.

Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido pra você
Chega a hora então
De provar tudo que existe
Tire agora os sapatos
Jogue tudo pro alto
Sinta o chão
Aprender a andar descalço
Num mundo de asfalto
E sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

Obrigado por passar
Mas estou de saída
Tem alguma coisa nova pra fazer
Vamos lá então
Ter um dia diferente
Eu só quero curtir
Ficar à toa, viver numa boa
E você quer respostas
Exige provas e músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor...

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vou falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Para o que é que vão falar
Não faço nada...

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou
Tão importante prá você
Já que é bem melhor
Ser importante prá si mesmo
Eu não quero mudar
Ser mais discreto
Ser mais esperto
Já cansei de propostas
Dar respostas
E ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor....

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vou falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Não descarte, encaminhe!

Oi pessoal!

Demorou mas cá estou eu com a novidade da hora aqui em casa. Depois de meses de desejo, finalmente implantamos a separação de resíduos.

Hoje separamos e encaminhamos os seguintes materiais:
  • Papel
  • Metal
  • Vidro
  • Plásticos
  • Caixas tetra-pack
  • Pilhas
  • Medicamentos


Não é fácil numa cidade onde não há coleta seletiva mas, nos esforçamos para fazer o melhor e, fazemos assim:
Papel, metal, plástico, pilhas e medicamentos são enviados para o TCE-MT que recolhe e encaminha os resíduos. 
O vidro eu levo no Hipermercado Extra, que tem ponto de coleta. As caixas tetra pack estou separando para fazer uma casinha de bonecas para as meninas. Mas, há uma cooperativa na cidade onde eu levava antes de resolver juntar.

Para quem tem espaço, vale a pena. É só lavar o material quando lava a louça e armazenar. Aqui, em uma semana lotamos as latas de papel e plástico. É assombrosa a quantidade de lixo que jogamos fora sem nem perceber.

Meu irmão me mandou um vídeo inspirador. O palestrante é o presidente da empresa em que meu irmão trabalha. Aliás, para quem mora em Floripa, vale a pena entrar no site: http://www.novociclo.com.br
Quem não mora em Floripa, pode procurar na sua cidade algo parecido, né?




Em cima das latas imprimi umas etiquetas que dizem o que fica em cada lata e o que é ou não reciclável. O arquivo é esse aqui:

O custo que tive foi de R$60,00 para comprar as 3 latas de 60L. 

Que tal começar a separar os resíduos aí na sua casa? Quem já separa, levanta a mão!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Verás que um filho teu não foge à luta!



Pela primeira vez em muitos anos, sinto-me hoje com vontade de comemorar o 7 de Setembro. Sempre fui patriota, apesar de até meus pais viverem dizendo que o Brasil não tem jeito.

Acredito que se eu fizer minha parte e ensinar minhas filhas a fazerem a delas, estarei deixando um Brasil melhor para as próximas gerações.

Não adianta eu sentar na minha cadeira e ficar dizendo que já trabalho e pago impostos, que não vou fazer trabalho voluntário porque o governo deveria ajudar essas pessoas. Não adianta e falar que nenhum político presta e que vou votar nulo.

Tem que vestir a camisa verde e amarela fora dos jogos de futebol. Vestir a camisa no sentido de lutar pelo Brasil. Ao invés de torcer pela seleção durante duas horas, gaste essas duas horas trabalhando em favor do seu país, sua pátria.

Sim, o país está cheio de sangue-sugas, aloprados, mensaleiros, Valérios e Cachoeiras e outros sem-vergonhas mas, esse ano tivemos duas grandes vitórias. Haverá quem leia isso e diga: "grande coisa, e daí" mas, para mim, é um sinal de que, embora lentamente, as coisas estão caminhando na direção de um lugar melhor para nossos filhos e netos.

Nesse Sete de Setembro, comemoremos a condenação dos réus do mensalão e a lei da Ficha Limpa em vigor nas eleições.


Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Renata Bermnudez Konzen enviou-lhe o seguinte abaixo-assinado.

Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Não à Gazeta do Povo: não sustento quem me ofende!»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.
Renata Bermnudez Konzen

Esta mensagem foi enviada por Renata Bermnudez Konzen (renatabermudez@gmail.com), através do serviço http://www.peticaopublica.com.br em relação ao abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388

domingo, 2 de setembro de 2012

Marlon Konzen enviou-lhe o seguinte abaixo-assinado.

Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Não à Gazeta do Povo: não sustento quem me ofende!»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.
Marlon Konzen

Esta mensagem foi enviada por Marlon Konzen (marlon.konzen@gmail.com), através do serviço http://www.peticaopublica.com.br em relação ao abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28388

domingo, 29 de julho de 2012

Segundo dia de viagem

Boa noite

Hoje o dia começou mais tarde. Acordamos por volta das 6:00 mas, saímos de viagem quase às 8:00. O começo da viagem foi tranquilo. As crianças estavam hoje mais calmas que ontem e foram vendo filminhos de boa.

Quando entramos no estado de São Paulo (um trecho de mais ou menos 40km) é que foi chato. Tivemos que andar a 40/hora por conta da quantidade de buracos na estrada.

Antes disso, paramos em Nova Londrina, onde as meninas, passearam e brincaram numa daquelas academias ao ar livre.

Depois seguimos até Boytaporã onde tinha uma parada ótima para as crianças esticarem as pernas e almoçarem.

Por fim, chegamos a Campo Grande, onde fomos muito bem recepcionados, como sempre, pelos nossos amigos, Carla e Luiz.

Amanhã, tentaremos seguir até Cuiabá. Amanhã eu posto aqui o link para acompanharem a viagem.

Beijos!



Para acompanhar a viagem

Oi pessoal.

Hoje vou disponibilizar o Glimpse aqui (se der certo). Funciona assim: Você clica nesse link e vê onde estamos passando.

Segunda etapa. Maringá - Campo Grande

http://glympse.com/768-CB3

Um beijão

sábado, 28 de julho de 2012

Trecho Curitiba - Maringá

Oi gente

Hoje fizemos o primeiro trecho de viagem. Saímos de Curitiba e partimos para Maringá. Eu e o Marlon acordamos às 5:30 para colocar as malas no carro antes de acordar as meninas. Arrumamos tudo e acordei a Helena, que tinha "vazado" na cama e, portanto teve que tomar um banho ainda. Depois foi a vez das gêmeas serem acordadas e trocadas. Descemos, tomamos café e, de lá, já saímos direto.
Neblina

Hora da soneca

A viagem foi boa, embora tenha demorado um pouco. No começo, havia uma neblina bem baixa mas, nada de aterrador pois a estrada é muito bem sinalizada. Por volta das 10:00 a neblina subiu e as coisas melhoraram.

As meninas reclamaram um bocado e, por fim, resolvemos fazer uma parada para almoçar perto de Londrina. Então, deixamos que corressem e brincassem, demos papinha pronta mesmo e suco que eu tinha levado e trocamos as fraldas. Aí a gente pode andar melhor e chegar em Londrina.

Então, seguimos direto a Maringá e aqui chegando achamos facilmente o hotel que é bem próximo à avenida que usamos para entrar na cidade. O quarto é muito espaçoso e, embora tenham nos cobrado como casal, colocaram em um quarto com duas camas de casal e uma de solteiro. A Helena ficou com a cama de solteiro e colocamos um dos colchões de casal no chão para as pequenas.
Flora pegou uma camiseta e resolveu vestir-se sozinha. Não teve dúvidas e enfiou uma perna em cada braço da camisa e puxou, ficando super satisfeita. Isso é que é enfiar os pés pelas mãos!

Eu e Iris bagunçando


Quando chegamos, resolvemos logo tomar banho pois já sentimos a diferença de temperatura. Colocamos roupinhas frescas nas princesas. Nós mesmo tiramos os casacos e Marlon já colocou até uma bermuda!

Depois fomos a um shopping que vimos na avenida para comer porque, embora a diária do hotel seja bem razoável para o padrão, o preço do serviço de quarto é uma estupidez. Um misto frio, custa R$8,00! Saímos com as moléculas e fomos ao shopping. Lá comemos e fomos ao mercado repor o que tinha sido consumido hoje.
Suco de laranja é bom!



Há pouco voltamos para o hotel e colocamos a molecada para dormir. As gêmeas foram logo, comigo cantando umas canções de ninar. Já Helena, continua agitada e está na cama dela, me olhando digitar. Acho que é capaz de eu dormir antes dela - hehehe.

Bom, agora vou deitar de vez porque amanhã seguimos para Campo Grande.

Beijos para quem fica!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Último dia em Curitiba

Molecas no quarto do hotel

Oi gente

Hoje foi o nosso último dia em Curitiba (pelo menos por enquanto). Foi uma correria danada mas, demos conta de tudo.

De manhã, eu e as meninas tivemos uma folga. Iris e Flora dormiram até as 09:00. Iris, de vez em quando levantava e me olhava na cama. Eu mandava um beijinho para ela e fechava os olhos. Ela, então, deitava e dormia mais um pouco. Flora, acordou repetindo várias vezes o seguinte mantra:

-Alô (aos berros)
-Tudo Bom
-Tá
-Tau.

E eu rindo de me acabar baixinho para não interromper. Helena, dormiu no sofá-cama da salinha que tem na suíte e acordou cedo (como sempre) e já ligou a TV no Discovery Kids. Minha princesa está crescendo tão rápido...

Aí, papai já tinha saído para ir ao apartamento fazer a vistoria e, eu levei as três para o café da manhã. Fiquei um pouco apreensiva mas, foi besteira minha. Elas se comportaram com princesas e se entupiram de pão de queijo e suco de laranja. Essas meninas dão o maior prejuízo em restaurante que não cobra de crianças. Fico morrendo de medo da conta (risos). Vai que resolvem que elas comem como adultos...

Depois, papai chegou e fomos ao Shopping almoçar. Depois de almoçar, deixamos papai na imobiliária e fomos as 4 mulheres da família ao mercado comprar suprimentos para a viagem. Foi meio complicado pois, depois do almoço elas dormem e chegaram as duas pequenas dormindo no mercado. Tive que acordá-las mesmo Helena me dizendo:

-Mamãe, pode ir. Deixa o carro ligado e eu fico vendo filminho (no DVD que já está montado para a viagem) e cuido delas.

Achei melhor não!

Então, tirei as duas dorminhocas e coloquei as três dentro do carrinho de compras. Comprei suco natural, bolacha integral e algumas papinhas para garantir.

Voltamos e buscamos o papai que tinha terminado de fechar o contrato do aluguel, fomos na minha faculdade trancar o curso e passamos no posto para calibrar os pneus e abastecer. Nanicas exaustas, voltamos para o hotel mas, antes passei para dar um beijo na minha amiga Lu. Não dava para ir embora sem vê-la.

Por fim, voltamos para o hotel mortinhos. As crianças tomaram banho, mamaram e foram dormir. Eu e meu amor, jantamos e ele foi trabalhar. Agora estou tomando uma cervejinha para relaxar, vou tomar banho e dormir. Afinal, amanhã começa a maratona. Saímos cedo, rumo a Maringá!

Não é fácil deixar Curitiba. Ontem, quando saí do apartamento me senti mal, triste mas, não fico pensando nisso afinal, não posso mudar essa realidade e, portanto, não adianta reclamar.

Seguimos acreditando que não é sem motivo que voltamos a Cuiabá e que faremos a melhor limonada possível com este limão.

Beijos a todos e até breve.

Saída do Apartamento

Oi pessoal

Agora, vou aproveitar que a molecada está assistindo aos Backyardingans para contar o dia de ontem.

Eu e Marlon acordamos cedo para conseguir terminar o que precisava ser arrumado pois os rapazes que vinham embalar as coisas e levar para o guarda-volumes chegavam às 09:00. Quando eles chegaram, em uma hora embalaram o que tinha que levado para o depósito.

Depois foi aquela correria. Devolver coisas emprestadas, pedir desligamento da Net, do gás, da luz, fechar o condomínio, levar doações, etc.

Quando acabamos, tínhamos que colocar, de algum jeito o que tinha sobrado dentro do carro. Vou falar, o coitado tá arriadinho. As barbies da Helena estão indo enfiadas no espaço atrás das cadeirinhas delas. Quando conseguimos colocar tudo no carro, inclusive um suporte de bicicleta para a bike da Helena e o carrinho das gêmeas, faltavam 20 minutos para minha consulta de encaixe de última hora. Ou seja, fomos com a mudança e as crianças, que tinham passado o dia no parquinho com a empregada e estavam morridas.

Consultei e resolvemos passar no hotel. O Marlon ficou com as crianças e eu fiz o check in e pedi que montassem bercinhos no quarto para as gêmeas. Depois disso resolvido, fomos jantar na casa do Fernando e da Tati para nos despedirmos deles também. Foi uma delícia porque foi a primeira vez no dia que comemos e relaxamos.

De volta ao hotel, as crianças nem esboçavam mais reação. Estavam mortinhas da silva. Colocamos as gêmeas na cama, demos banho na Helena, que estava demais da conta, tomamos banho e fomos dormir com o corpo todo dolorido.

Hoje cedo o Marlon foi ao apartamento para fazer a vistoria e eu fiquei com as molecotas que dormiram até as 09:00 ( para quem acorda às 06:00 é uma boa diferença, né?).

Hoje é dia das últimas providências. Amanhã partimos para Maringá. Vou ver se, na hora de sair, posto aqui um Glimpse, que é um link para vocês acompanharem a viagem.

Vou lá porque a Flora está me ajudando a digitar e está ficando difícil e agora acabei de ver que a Iris acaba de tirar todos os lencinhos umedecidos de dentro do pacote.

Beijos

domingo, 22 de julho de 2012

Última semana

Bom... A viagem foi melhor do que eu esperava. Consegui resolver tudo que tinha planejado e mais um pouco. Agora, temos uma semana para arrumar a trouxas e partir, no sábado, rumo a Cuiabá pela segunda vez.

Daqui a pouco vou começar a separar as roupas das meninas que não servem mais ou que não servirão em um ou dois meses, para levar para doação. Depois, temos que começar a separar as tralhas e decidir o que vai ou não para Cuiabá.

O que não for, vai ficar em um guarda-volumes e, se alguma coisa não der no carro, me auto mando para mim mesma pelo correio - hehehe. Dica da Minha amiga Marcele que uma vez se mudou pelo correio!

Hoje fizemos um piquenique de despedida, no Parque São Lourenço e foi uma delícia! São Pedro colaborou e o dia ficou lindo e agradável. Nem muito quente, nem muito frio.

Não temos fotos porque teve fotógrafo profissional na área e vou esperar as fotinhos dele mas, tem uma das minhas fofoletes esticando a toalha do piquenique. Vou sentir muita falta desse contato que temos com a natureza aqui.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Arrumações para a mudança


Ontem cheguei a Cuiabá. Minha querida amiga, Flávia, foi me buscar e me trouxe até minha casa. Nem sei o que senti quando entrei.

Por um lado, foi muito gostoso rever minhas coisinhas todas ali. Por outro, uma sensação estranha de ver nossa vida ali congelada, quase como se nunca tivéssemos saído dali. Fui logo ao escritório separar a papelada toda que precisava para o novo emprego e religação da luz. Juntei a pilha de correspondência  e fomos para a casa da Flávia.

Lá, separei uma pilha de lixo e guardei as poucas que tinham utilidade. Conversamos, colocamos algumas fofocas em dia e fizemos planos e foi uma delícia. Depois, a Luciana passou e me pegou para voltar ao condomínio.

Hoje foi dia de arrumações. De manhã já consegui pedir a religação da luz da casa, tirei a segunda via da minha carteira de trabalho e matriculei as crianças na escola. Almocei no shopping, imprimi uma papelada que precisava e voltei para casa.

Amanhã é dia de exame admissional, mandar dedetizar a casa, assinar contrato de trabalho e, de madrugada, pegar o avião de volta para casa. UFA! Mas, pelo menos, vou deixar tudo prontinho para receber minha família de volta.

Ai que saudades das minhas naniquinhas...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Deja vu? Lá vamos nós de novo


Estou com uma sensação de deja vu ao escrever este post. É que pela segunda vez na minha vida, escrevo sobre uma mudança para Cuiabá.

Da primeira vez, estávamos ainda sem filhos, empolgados com a possibilidade desta nova cidade, de uma nova vida. Agora, a sensação é outra. Parece que nos deram um doce e que agora estão tirando de nossas bocas.

Não está sendo fácil, depois de tudo que passamos voltar para lá. É misto de sentimentos. A alegria imensa de rever queridos amigos e a mágoa de retroceder em um sonho.

Quando viemos para Curitiba, foi com a promessa de ficar aqui de vez. Depois do "acidente" do Marlon, tudo que eu queria era deixar tudo para trás. Chegamos, alugamos casa e ficamos esperando o "pessoal de Brasília" resolver nossa papelada. Nos disseram que isso seria em fevereiro mas, fevereiro passou, assim como março, abril, maio, junho e julho e nada aconteceu. Em todo esse tempo seguimos confiantes, acampados com móveis acochambrados, berço emprestado, 4 pratos, uma toalha para cada um e meia dúzia de peças de roupa.

Procurei até achar um psiquiatra que me ajudasse ainda com tudo o que aconteceu, fiz novas amizades que estava estreitando. Comemoramos o fato das avós poderem ver as netas e de estarmos próximos em casos de necessidades (porque quando o Marlon foi internado, a família levou 3 dias para conseguir chegar em Cuiabá. Aqui são 3 horas).

Compramos o essencial e trouxemos o que cabia no carro. E esperamos nossa mudança, que nunca veio. Esse mês tivemos a notícia de que não seria mais possível o Marlon ficar aqui. Pensamos na possibilidade dele ir e eu permanecer mas, ele estava angustiado de ficar longe das filhas. Por fim, me chamaram para trabalhar em Cuiabá e resolvi aceitar e ir com ele. Afinal, depois de tudo que passamos, o que não queremos é ficar separados. Principalmente sem qualquer garantia de reunião.

Portanto, estamos em processo de mudança. Estou trancando a pós-graduação, tirei as meninas da escola, estamos contratando um guarda-volumes para aquilo que não temos como levar, demitimos a empregada e demos aviso na imobiliária.

Em 17 dias pegaremos a estrada de volta para Cuiabá. E não posso deixar de pensar que as pessoas decidem as vidas das outras sem se lembrar de que elas também são gente.

Só o que sei é que estamos resignados. Nossa vida nunca foi como planejada e Deus sempre sabia o que estava fazendo. Essa é só mais uma reviravolta que ainda não entendemos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Visitando as Amigas!


Oi gente!!!

Hoje eu estou no Loucura Materna!!!! Fui convidada e hoje as meninas publicaram o meu post, contando como me tornei uma consultora familiar e criei o Sosseguinho!

http://loucuramaterna.blogspot.com.br/2012/07/convidada-especial-mae-e-consultora.html

Passa lá para dar uma olhadinha!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Filminho sem compromisso



Oi pessoal


Ontem o Marlon foi até a locadora e pegou alguns filmes. Dentre eles, o Luna Papa, do Tadjiquistão.


No começo, fiquei meio danada. A sinopse parecia boba e não me atraiu em nada.


Pois dou meu braço a torcer. Quem quiser ver um filme bonito e que consegue ser uma comédia sutil e gostosa, pode alugar sem medo.


Aqui tem umas informações


http://www.terra.com.br/cinema/drama/lunapapa.htm

Espero que gostem!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sensação de Onipotência

Vocês já tiveram a sensação de poder tudo? Hoje estava relembrando essa sensação. Acho que uma das vezes em que ela foi mais marcante para mim, foi a primeira vez que pisei na UFSC depois de saber que tinha passado no vestibular. Eu olhava tudo ao meu redor, lá, em frente ao Básico e à Reitoria e era um dia lindo. Eu transitava pela UFSC desde muito menina. Conhecia muito lá de dentro por conta do meu pai que é professor por lá. Mas, depois de passar no vestibular o negócio foi bem diferente.



Eu tinha a sensação de que aquilo tudo me pertencia e, de certa forma isso era verdade uma vez que poderia assistir praticamente todas as matérias que quisesse e que poderia fazer vários estágios (como fiz) e conhecer todo um mundo novo, onde a informação estava completamente à minha disposição. Nunca encontrei lá nenhuma pessoa que retivesse conhecimento. Tudo era disponível.

Hoje revivi isso na Biblioteca Pública do Paraná. Enquanto caminhava pelas salas buscando os livros que queria e precisava, pus-me a pensar que tudo ali também me pertencia e estava à minha inteira disposição. Que toda aquela informação me permite viajar no tempo e para qualquer parte do mundo ou dos sonhos. Foi muito gostoso.



Sou maluca ou mais alguém já sentiu isso?

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Antes a Copa dependesse de Rodoviárias

Oi pessoal

Essa semana está super corrida! Minha avó paterna, caiu da cama no dia 31 e quebrou o ombro. Depois de uma semana, voltou ao ortopedista e descobriu que o osso tinha saído do lugar e que ela teria que operar. Sendo assim, peguei o ônibus no domingo à noite para Balneário Camboriú para ajudar a tocar a papelada da cirurgia e da Unimed.

Fiquei surpresa ao descobrir que poderia comprar a passagem pela internet (há muito tempo não viajava de ônibus). Ao chegar na rodoviária, em uma máquina de auto-atendimento, basta digitar o número da reserva e a passagem é impressa.

Dentro do ônibus (que saiu na hora exata), o espaço para os passageiros é o DOBRO do dos aviões. A viagem foi super confortável. Ao chegar em Balneário de madrugada, peguei um táxi e fui ao apartamento. Tudo na maior tranquilidade, tudo na hora e nada de check ins atrapalhados, horas de antecedência em aeroportos, etc... Antes a Copa dependesse das rodoviárias. Eu estaria muito mais confiante.

Bom, consegui deixar a papelada da cirurgia encaminhada e pude dar alguns dias de atenção à minha avó. Foi meio complicado porque dependemos de dois ortopedistas, um anestesista e um eletrofisiologista para monitorar o marcapasso dela mas, conseguimos uma data. Semana que vem é a cirurgia e eu vou novamente ficar com ela.

Por aqui, devo dizer que o papai deu um show! Fico feliz de ver que, apesar de querida, já sou uma mãe praticamente desnecessária. O papai deu conta de todas, manteve a rotina, levou as pequenas para passear no parque, fez supermercado. É... meu marido não é desses indefesos que sofrem para ficar com um filho que seja. Meu marido é paizão de verdade e participa ativamente da vida das filhotas. Cada dia me apaixono mais!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nervous Breakdown


Olá pessoal

Essa semana foi PUNK! Bom, segunda-feira passada, o Marlon recebeu uma ligação dizendo que teríamos que voltar para Cuiabá no dia 30 de junho. Os motivos, detalhes e questões técnicas não vêm ao caso pois fazem parte do trabalho dele. O negócio é que a transferência definitiva está demorando e não teriam mais como nos manter aqui provisoriamente.

Na hora, assumi minha postura costumeira: vamos fazer o possível para reverter a situação e, se não for possível, voltamos, paciência.

Beleza? Mais ou menos. Na terça de manhã comecei a estudar e minha cabeça começou a girar rápido demais. Pensava em coisas como matrículas em nova escola, avisos prévios de apartamento e empregada, o que fazer com as coisas que já compramos aqui, etc. Em certo ponto, deu pane e meu cérebro desligou. De repente eu tentava pensar e nada funcionava. A sensação super familiar me apavorou. Foi assim que fiquei logo após o "acidente" do Marlon há um ano.

Liguei para o psiquiatra que vem me acompanhando aqui e consegui uma consulta para quarta. Há quatro meses eu não usava a medicação que me tinham receitado no pós-trauma e usava homeopatia. Mas, agora ele resolveu voltar com a medicação porque eu estava muito desestruturada. Segundo ele, vou utilizar esse remédio por cerca de 90 dias e, se tudo correr bem, tentamos tirar novamente. Na volta para casa o Marlon parou na farmácia e já compramos tudo. Hoje é o quinto dia e já consigo dirigir e escrever um pouco. A memória ainda está péssima e a concentração complicada mas, se passou uma vez, vai passar de novo, certo?

Quanto à transferência, o Marlon está tentando resolver. Conseguiu algum tempo a mais e agora estamos nas mãos de Brasília e com os dedos cruzados!



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bodas de cerâmica ou vime

Bom dia!!!!

Hoje estamos completando, eu e meu amor, nove anos de união. Como sempre, aniversários são momentos de balanço, de reflexão e planejamento. Então, lá vamos nós!

Nosso amor começou alguns meses antes do dia 24 de maio de 2003. Eu já me encontrava perdidamente apaixonada pelo Marlon. Ele, no entanto, tinha planos de ir viver com a namorada e eu já me resignava pois ele parecia gostar dela de verdade. Minhas amigas me diziam que  eu era boba e que deveria lutar por ele mas, na minha cabeça, se ele gostava dela, não havia motivo para atrapalhar. Queria que ele fosse feliz e eu superaria.

Mas, a namorada não era flor que se cheirasse, aprontava todas e o namoro acabou. Nós já éramos amigos e nos aproximamos ainda mais. Depois de algum tempo, em um boteco pé-sujo de sinuca no Itacorubi, em Floripa, ficamos pela primeira vez, e casamos. Naquela noite, ele pediu para dormir na minha casa. Eu ofereci o sofá e ele aceitou (não sem alguma negociação - kkkkk) e nunca mais foi embora.

Começava a nossa jornada. Ele desempregado logo após o doutorado, eu me formando e resolvemos enfrentar o mundo juntos. E esse amor passou fome (que eu matava comendo polentina e bebendo água), morou em barraco, contou moedinha para comprar pão.

Esse amor batalhou apesar da falta de apoio e da força que algumas pessoas faziam contra. Esse amor achou amizade nos lugares mais improváveis. Pessoas cruzaram nosso caminho e viram a luz desse sentimento puro. E cada um de seu jeito, ajudou. Com uma palavra amiga, com R$10,00 para compra pão (e como duraram), com trabalho, com bate-papo descontraído.

Em 2006, tomamos um baque. Nosso primeiro filhotinho, tão desejado, não se desenvolveu. Foram dias muito difíceis, seguidos por meses mais difíceis ainda. A ferida custou a cicatrizar, as coisas estremeceram. Mas, resolvemos que já tínhamos passado por muita coisa e que passaríamos por mais essa.

Em 2007, veio o chamado do concurso público e a mudança para Cuiabá. Nossa vida mudou. Víamos uma luz no final do túnel. A separação temporária, a luta, o desgaste, tudo valia a pena.
Finalmente tentamos de novo e, logo de primeira tentativa veio Helena, que nasceu em 2008. Um anjinho em nossa vida. Aprendi a ser mãe com os livros e a internet. Fizemos novas e lindas amizades que seguirão para toda a vida. Muitos me socorreram, choraram e riram conosco.

No Natal de 2009, tivemos a notícia de que seríamos papais novamente. Ficamos exultantes! Mais uma gravidez de primeira - kkkkk. Brincávamos, bebê aqui é só querer... Fiz uma ultra e soube que tudo estava bem. Na segunda, com 12 semanas, quase caímos para trás, eram gêmeos!!!!!!

Mais uma vez a vida brincou com a gente. Os planos mudaram todos. O bebê que nasceria em Floripa ficou para Cuiabá mesmo, trocamos de carro (pois um Fiesta Hatch que já estava quase quitado não acomodaria 3 cadeirinhas), minha avó deu o outro berço e demais móveis dos bebês, o enxoval dobrou de tamanho. Vovó Duda deu cadeirinhas e roupinhas pois, eu de cama desde o 6º mês não pude ver nada.

Papai teve que pedir licença no trabalho para ficar um mês em casa cuidando da mamãe e da Helena, depois a vovó Duda chegou para assumir.

E nossas filhas nasceram sem enfeite de porta de maternidade, sem lembrancinhas nem montes de visitas. Foram direto para a UTI. Lá ficaram 15 dias enquanto nos virávamos para atendê-las e à Helena.

Quando voltaram para casa, o casal entrou em suspensão. Éramos apenas papai e mamãe. Eu passava 9 horas por dia com alguém pendurada no peito e o Marlon com a Helena. Foi bem puxado mas, gostoso.

Fomos nos descobrindo de novo, adaptando a rotina e começamos a achar tempo para sair um pouco (Graças à vizinhança que dava uma MÃOZONA com as molecas) e namorar de novo.

E em 2011, a vida aprontou de novo. Marlon baleado, lutando pela vida e eu com três filhas para cuidar. Mais uma vez, descobrimos novas amizades e percebemos a força de outras. Hoje agradeço a Deus por tudo isso pois mudou muita coisa para melhor (mês passado fez um ano de tudo isso e vou escrever um fechamento mas, vai ficar para outro dia).


Depois da recuperação, a mudança. Agora estamos em Curitiba e muito felizes apesar de ainda sem a mudança e meio acampados. Hoje, acordamos às 06:00, arrumamos três nanicas e corremos para a rua. No elevador, é que temos tempo de nos desejar Bom Dia, dar um beijinho e um abraço. Mas isso faz meu dia começar bonito.

Depois do almoço, meninas na cama, sentamos para ver TV e tomar chimarrão juntos.

Nos finais de semana, nos nossos piqueniques, às vezes me pego com os olhos cheios de lágrimas ao olhar nossa família tão bonita e saber que lutamos muito para conseguir isso.

Hoje, no nosso aniversário de 9 anos, estamos bem. Ninguém quer ou acha que nosso casamento vai acabar, não lutamos mais, planejamos. Estamos numa fase serena, gostosa e pretendemos aproveita ao máximo pois sabemos que outros percalços virão.

E já sonhamos com as filhas criadas, com viagens a dois, com os maridos (ou esposas) delas vindo visitar. Sonhamos com os netinhos que vamos estragar.

Quero agradecer a todos que nos apoiaram incondicionalmente, aos que viram desde o começo que nosso amor era forte.

Aos que nos conheceram durante essa caminhada e fizeram muito mais do que eu poderíamos esperar de alguém.

E, obrigada aos que foram contra e aos que não acreditaram. Se não fosse por vocês, talvez não estivéssemos juntos pois as dificuldades nos mostraram o que é realmente importante e fizeram de nós pessoas mais maduras.

Muitas pessoas dizem que casamento é rotina, que perde a graça. Para mim, casamento cai em rotina mesmo mas, é gostoso demais saber que todos os dias meu amor faz parte da minha vida. Amor nem sempre é tão glamouroso quanto a paixão mas, é algo que toma conta da gente. O amor que sinto, faz parte de mim, de uma forma tranquila, gostosa, confortável como um chocolate quente num dia muito frio. Não agita, não alucina, não desespera. Acalma, amadurece, serena. Pode parecer um tédio mas, quem vive, sabe que não há sentimento melhor.

Nesses nove anos, o lado financeiro piorou, melhorou, piorou de novo, piorou mais ainda, melhorou outra vez. O Marlon fumava, parou, voltou, parou, voltou, parou, voltou, parou, voltou e agora está parado. Planos foram feitos, desfeitos, refeitos, modificados. Mas uma coisa não mudou: minha família vem primeiro.

Marlon, você é o meu grande amor e espero que vivamos esse casamento por muitos e muitos anos ainda. Afinal, ainda tem muita coisa para a gente experimentar junto, né?

Parabéns, amor


terça-feira, 22 de maio de 2012

Fim de semana em Floripa

Esse final de semana a família foi dar uma voltinha. Precisávamos ir a Floripa buscar alguns itens na casa da minha mãe: tapetes, aquecedor, lençol elétrico, etc. Mas, enfim, saímos.

Então, o Marlon pediu para folgar na segunda-feira e saímos sexta na hora que ele voltou do trabalho. A saída demorou um pouco mais do que gostaríamos pois foi tudo decidido na última hora.

A viagem de ida correu tranquilamente, até que o Dramin perdeu efeito e depois de tomar um suquinho e uva, a Flora vomitou perto de Barra Velha. Paramos na beira da estrada, trocamos a roupa da nanica, limpamos o carro e seguimos até Balneário Camboriú.



Lá, fomos visitar a Bisa. As gêmeas adoraram o Pipoca (maltês da minha avó) e ficavam chamando ele o tempo todo "popóóóóócaaaaa". E como o Pipoca é filhotão, estava adorando.

No sábado, depois do café da manhã na padaria, fomos para o programa de índio. A Bisa quis ir passear no Shopping! Agora, imaginem três crianças pequenas, cansadas de ficarem comportadinhas dentro do carro por horas, soltas dentro de um Shopping!!!! Foi um pandemônio!!! Quando finalmente convencemos a Bisa de que elas estavam mortas e voltamos para casa.





As pequenas então descansaram e depois partimos para Floripa. Lá teve churrasco na casa da Vovó Elenita e do Vovô Décio. Todos os titios e titias estavam lá também e foi uma bagunça.


 No domingo, ficamos em Jurerê na casa da minha mãe. As crianças precisavam de um dia dentro da rotina para descansar e eu achar as coisas que eu precisava. De manhã, papai deu uma saidinha para comprar leite  e pão e eu fiquei me divertindo mostrando fotos de quando eu era criança para Helena, enquanto Flora e Iris bagunçavam tudo - hehehehe.

À noite, Helena foi dormir na casa da vó pois iríamos até lá almoçar na segunda antes de sair. E eu e o Marlon, pusemos as gêmeas na cama e assistimos à Amelie Poulin. Uma graça de filme.

À tarde, o Dindinho da Helena, a Dindinha e a Dinda Postiça, foram visitar também e passamos um dia muito gostoso matando as saudades...

Na segunda, como era planejando, acordamos, arrumamos tudo e, por volta de meio dia, saímos para a casa da minha sogra. Lá, almoçamos, deixamos as meninas brincarem e partimos para Curitiba por volta das 14:00.

Às 15:30, próximos à Barra Velha, tivemos uma revelação: Marlon esqueceu sua carteira e chave de casa em Jurerê. Resultado? Voltamos mais uma hora e meia de viagem, deixamos as meninas na Palhoça com minha sogra dormindo e fomos a Jurerê buscar as coisas dele. Depois, dormimos na Palhoça e saímos às cinco da manhã.

Para fechar com chave de ouro, Marlon ainda esqueceu o celular dele e teve que voltar (mas dessa vez só tinha andado duas quadras), acordar o pai dele de novo para buscar.

Enfim, voltamos... a viagem foi super tranquila e as meninas dormiram quase o tempo todo. 



Pérola da Helena: Nossa pequena dormia tranquilamente e, de repente, falou alto (até assustou a mamãe): Mamããããeeee! Que horas clareceu o dia?

- Agora há pouco, filha - kkkkkk

E a pequena desmaiou de novo...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Trabalhando em Casa

Oi gente

Agora já faz uns meses que organizei para mim um cantinho aqui em casa para eu trabalhar. Eu mesma fiz o mural, o painel para prender as pranchetas e utensílios, a prateleira (claro que o maridão é que aparafusou tudo devidamente na parede - kkkkk). Ficou assim:




Então, adorei meu cantinho, embora seja pequenininho (sou sóóóóóó um pouquinho espaçosa). E aqui me sento todos os dias para trabalhar.

Sinto falta de várias coisas que ainda estão em Cuiabá: minha cadeira de escritório, minha escrivaninha maior, meus livros todos e meu computador (porque aqui uso o netbook que é muito pequenino para digitar longos textos e trabalhar com imagens). Mas, a energia é ótima, sabe?

Quais as vantagens que percebo?
Sempre gostei de estar em casa. Às vezes tenho uma inspiração para uma "Dica do Sosseguinho", e já sento e escrevo. Posso responder às minhas clientes quase que imediatamente e, quando uma das nanicas não está muito bem, posso largar tudo e ficar com ela.

Quais as desvantagens?
Não tenho horário. Às vezes tenho uns "BOOMs" criativos e não consigo parar de escrever, criar. Até de madrugada eu levanto e venho trabalhar. Por outro lado, às vezes as tarefas diárias me sufocam. Vou levar as crianças na escola, volto, vou ao mercado, ao pilates, comprar alguma outra coisa, e... quando vejo, já é hora de buscá-las e eu quase não trabalhei.

Tentativa de organização
Uma vez percebida essa confusão entre a Renata mamãe dedicada e a Renata consultora/empresária, nas últimas semanas tenho tentado organizar melhor meu tempo. Nos dias que tenho pilates, já faço tudo de rua: mercado, compras, idas e vindas. Nos outros dias, fico em casa a manhã toda trabalhando. Tenho aproveitado também o momento sonequinha das meninas à tarde. Depois que elas acordam, aí sou delas. A não ser que haja algo muito urgente, das 16:00 às 19:00 (hora que dormem), deito no chão e brinco com a molecada. Na sexta, normalmente dou uma cochilada à tarde junto com elas para aguentar a pós à noite. 

Quem mais aí trabalha em casa??? Como faz?

E agora... uma propagandinha básica!

Quem quiser conhecer meu trabalho, é só dar uma entradinha aqui: www.sosseguinho.com.br
Tenho a página no facebook: www.facebook.com/sosseguinho

Se gostar, por favor, curta, compartilhe, siga, ou seja, divulgue como der (rsrsrs)

Beijokas Enormes

terça-feira, 10 de abril de 2012

Páscoa Melhor que Chocolate

Oi gente!!!

Esse feriado foi uma delícia. Recebemos a visita de Flávia, João, Júlia e Bruno que chegaram na quarta à noite e deveriam ficar até domingo de manhã mas, para nossa alegria, ficaram até ontem.

05/04
Na quinta a Helena queria levá-los à casa da Bruxa no Bosque Alemão. Então, lá fomos nós.

 06/04
 À noite, meu irmão, cunhada e avó chegaram e a festa foi aumentando de tamanho. Na sexta teve almoço na churrascaria, seguido de passeio no Jardim Botânico.




 07/04
No sábado, teve passeio na XV, com almoço na Feira de Páscoa e Páscoa Polonesa no Bosque do Papa



Depois do Parque, a molecada da Flávia tava ruinzinha e João e eu fomos ao hospital da Vita.Era amidalite e depois de devidamente medicados, no domingo estavam bem melhores.
E para fechar com chave de ouro, minha amiga Lu Ivanike, levou um Pierogue MARAVILHOSO para a gente jantar... comemos HORRORES!

08/04
 O domingo foi uma grata surpresa. De manhã, todos arrumaram suas coisas e se despediram. Helena chorou até não poder mais quando viu que os amigos iam embora. Eu e Flávia resolvemos acompanhar - hehehehe.
Enfim, ao chegar no aeroporto, achamos que estava muito quieto mas fomos em frente. Quando chegamos na área de embarque, vimos que só tinha gente na fila da GOL e, pior, o povo tava alterado. Nos informamos e descobrimos que, apesar do aeroporto fechar todos os finais de semana para obras da copa, a GOL emitiu passagens para esse horário. O jeito foi remarcar para segunda de manhã e voltar para casa. Ficamos todos MUITO tristes, né?

Voltamos, nos arrumamos e fomos para a Feira do Largo da Ordem e depois almoçamos no Shopping Mueller. Depois, Rodrigo, Di e Vó pegaram a estrada e nós voltamos para casa para descansar um pouco.


De noite, tivemos a visita adorável do Fernando, primo do Marlon, da Tati, esposa dele e a filhota Maria Fernanda. Foi uma delícia!

Tem muita foto gostosa mas postei num álbum porque senão a postagem ficava GIGANTE!!!!


domingo, 1 de abril de 2012

Alteridade, Ida ao Circo e Show da Galinha Pintadinha

Boa Tarde

Hoje tive uma chance de praticar Alteridade (palavrinha nova aprendida na Pós) e desejei muito que tivessem feito o mesmo comigo.

Resolvemos ir ao circo. Tínhamos dois ingressos que dava gratuidade à criança acompanhada por um adulto pagante.

Quando chegamos lá, fui à bilheteria e disse que tinha três crianças e dois adultos. A moça então me disse que teria que pagar mais uma meia entrada pois mesmo bebês pagavam. Não gostei muito mas, dei os R$80,00 que já estavam na mão para ela e fui buscar mais R$20,00 na carteira. Entreguei e ela me deu os ingressos. Quando fui ver, junto com eles ela me deu os 80,00 de volta. Já estava  afastada, percebi e então, o diabinho veio sussurrar em meu ouvido que aquilo era uma facada, que mal tinha?

Bom, mandei o sem-vergonha embora antes que ele ganhasse força, furei a fila e devolvi o dinheiro. UFA! Passou. Mas, ao ver o espetáculo e perceber o quanto fui explorada, pensei que deveria ter devolvido só metade - kkkkk. Brincadeirinha. Afinal, um erro não justifica o outro, certo? AAlguém ia ter que cobrir aquele vaor e, além do mais, eles não me obrigaram a ir ao circo, né? Cada um cobra o que quer e cada um paga se tiver vontade.

O balanço financeiro do passeio foi o seguinte
-ingresso adulto: 40,00 x 2 = 80,00
-ingresso criança: 20,00 x1 = 20,00
-estacionamento: 10,00 x 1 = 10,00
- pipoca:                4,50 x 2 = 9,00
- água:                    4,50 x 2 = 9,00
total:                                       128,00

Isso sem contar o que não compramos. O palhacinho de isopor, por exemplo, estava 5,00 no estacionamento e 10,00 no picadeiro. Tudo caríssimo. E as atrações, bem fraquinhas mesmo. Depois ainda deram intervalo para vender um monte de porcaria e quando voltaram grande parte do pessoal tinha ido embora porque era realmente um espetáculo fraco.

Tive a nítida noção de que os vendedores vinham provocar as crianças com as coisas que queriam empurrar. Dizendo que deviam pedir aos pais, sabe? E quando dizíamos que não, faziam cara feia e se decepcionavam quando as crianças não insistiam. Fique ultrajada. A falta de ética e elegância de um espetáculo que sempre adorei assistir. Acho que por isso, tem, muito circo morrendo por aí. Porque os picaretas, espantam o público com esse comportamento.

Só valeu porque, para criança tudo vale, né? Tivemos um contra-tempo. Helena se estabacou no asfalto do estacionamento e está com a cara toda roxa e ralada. Chorou muito, até que pouco antes do show ela se acalmou e aproveitou bastante.

Esperando começar (Flora)

Chororô no colinho

Empolgada (Iris)

A Arrebentada

Fuzaca no intervalo. Esperando a Galinha Pintadinha

O show

Esqueci da dor

Quase dormindo mas, assistindo

Tá mãe, bato foto mas, sem tirar o olho

eeeeeeee... acabou!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Organizador para carro - Kit de emergências infantis

Oi gente!

Bom... tenho artesanateado muito nesses últimos dias e hoje vai mais uma ideia. As meninas enjoam muito (e vomitam, por consequência) e, em Curitiba, nunca se sabe a temperatura que vai estar e as roupas que precisaremos, certo?

Então, meu carro ficava lotado de coisas largadas no porta-malas. Portanto, resolvi botar a mão na massa e fazer um organizador. Ficou tão legal que agora carrego para os piqueniques e passeios curtos.

Se gostarem, aceito encomendas, ok?

Ele ficou assim:


Vamos ao passo-a-passo?

Eu tinha comprado uns papelões para fazer divisórias de fichário numa papelaria que já corta do tamanho que a gente quer. e resolvi aproveitar.

Escolhi o tecido e cortei com dois centímetros de folga em cada lado


Passei cola branca e colei o tecido por cima


Dobrei as sobras para o outro lado

Medi outro pedaço do tamanho exato do papelão

Colei por cima do outro lado do papelão

 Tive que fazer isso em 5 pedaços de papelão. Depois, colei-as formando a caixa com cola-tecidos. Para segurar até secar, usei fita crepe.

Depois, peguei um viés vermelho e uni as pontas e passei por baixo da caixa para formar as alças. Nessa hora é bom testar e ajustar o comprimento. Depois, fixei elas no lugar com fita crepe.




Depois, fui erguendo o viés, fui passando cola-tecido por baixo

E espalhando com um pincel

maridão me fotografou em ação - hehehe

Depois, passei outro viés na horizontal e fiz o mesmo processo

Cortei a parte de cima da caixa.

Agora, a caixa estava pronta e resolvi fazer as divisões internas. Era hora das caixas de leite. Cortei o tecido com 6 cm a mais de altura e 2 cm de sobra na largura.

Em um dos casos, resolvi juntar duas das caixas com fita crepe

Para tapar a estampa da caixa (que apareceria através do tecido), usei um papel branco. Na verdade, aproveitei papel de desenho das meninas para reciclar, né?

Cortei a sobra do papel

Passei cola branca

Embrulhei a caixa como um presente, deixando 2 cm para cima da caixa. Na hora de unir as pontas, eu sempre dobro a pontinha como uma bainha.

A parte de baixa dobrada como em um presentinho e colada com cola branca

A fita crepe segura até secar

Na parte de cima, passei cola na parte de dentro da caixa.

Dobrei a sobra de tecido para dentro da caixa.

Na junção das caixas, cortei o tecido para dobrar cada lado para dentro de uma caixa.




Cortei dois pedaços de velcro e usei a cola-pano no lado mais durinho do velcro

Espalhei com pincel.

Colei na caixa.






Depois medi na caixa e marquei a mesma altura do velcro na caixa de leite.



Colei os outros lados do velcro

 As divisões são as seguintes: uma lixeirinha, um kit limpa-vômito (eca) com um caixa para botar o spray de álcool e a outra com paninhos e rolo de saquinhos de lixo (as duas caixas juntas), uma para roupinhas e outra para fraldas.